11:00 - RPC on Line | 21.02.10
Clássico é cartão de visitas do Caranguejão |
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Na sexta-feira pela manhã, quando a Gazeta do Povo visitou o Gigante do Itiberê, popularmente chamado de Caranguejão, em Paranaguá, poucos operários corriam para dar os últimos retoques no palco do clássico de hoje, às 19h30, entre Coritiba e Paraná. Tudo sob as ordens de Édson Gonçalves, o Édson Borracha, ex-goleiro do Rio Branco e administrador do local há dois anos.
Borracha, 60 anos, é quase o pai do Caranguejão. Tão logo descobriu que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) não havia homologado a tempo a liberação do Couto Pereira, correu para deixar a casa em ordem. Marcou a visita dos responsáveis pela manutenção do gramado (tirando um ou outro buraco, em boas condições), tratou de liberar o espaço destinado ao aquecimento dos jogadores, ajustou o que precisava nas bilheterias, deu uma geral nas arquibancadas... Tudo para não desapontar os coxas-brancas.
“Estamos fazendo o máximo, queremos agradar ao Coritiba. Quem sabe eles não vêm jogar aqui no Brasileiro”, diz o administrador do estádio municipal, batizado Fernando Charbub Farah, com capacidade para pouco mais de 12 mil torcedores. “Sou coxa e torço pelo Couto. Mas se isso não acontecer, seria muito bom para Paranaguá receber o clube”, emenda Mário Kugler Rodrigues, presidente da Fundação Municipal de Esportes da cidade, na expectativa de que o Alviverde reverta a punição aplicada pelo STJD por causa do vandalismo na última rodada do Brasileiro de 2009 – multa de R$ 610 mil e perda de 30 mandos de jogos.
A concorrência para abrigar o Coxa caso o tribunal confirme a sentença (o novo julgamento ainda não tem data marcada), contudo, não é pequena. Ponta Grossa, Maringá, Cascavel e até a catarinense Joinville já se mostraram interessadas. Por enquanto, a diretoria diz apenas que mantém a confiança na volta ao Alto da Glória. “Já sediamos a partida entre Coritiba e Iraty e, agora, o clássico. Isso serve como nosso cartão de visitas”, fala Borracha.
Há, porém, coisas que fogem da alçada do ex-camisa 1 – e que podem tirar pontos da praça de esportes, inaugurada em setembro de 2004. As infiltrações que teimam em deixar alguns pontos do estádio alagado, por exemplo, só serão resolvidas quando a prefeitura decidir ampliar a cobertura das arquibancadas, atualmente resumidas ao setor social, embaixo das cabines de rádio e televisão, setor reservado para os sócios alviverdes.
Borracha também não tem como garantir plenamente a segurança dos torcedores. Faz o que pode. Como destinar um portão (6) apenas aos tricolores, distante da entrada dos anfitriões – aos fãs do Coxa estão reservadas as portarias de 1 a 4. A polícia elaborou ainda um plano para recepcionar as duas torcidas já na entrada da cidade, para evitar confrontos nas estreitas ruas do bairro Ponta do Caju, colado ao centro de Paranaguá – a rodoviária é vizinha do Caranguejão. “Tudo irá ocorrer bem”, afirma, antes de voltar a liderar a arrumação no novo lar verde e branco. |
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